Carnaval: a cor em estado de festa
A série que transforma a tela em folia — movimento, calor e pura alegria.

Se há uma série em que Maria França se permite o excesso, é o Carnaval. Aqui, a cor não pede licença: ela explode.
Vermelhos, dourados, verdes e roxos se atropelam numa coreografia que é puro movimento. As formas giram, sobem, se misturam — como serpentinas no ar, como corpos numa avenida. É impossível olhar para essas obras e ficar parado por dentro.
O Carnaval, na visão da artista, não é apenas festa: é catarse, é encontro, é o instante em que a alegria se torna coletiva. A pintura tenta capturar não a imagem do desfile, mas a sua energia — aquele calor que sobe quando muita gente sente a mesma coisa ao mesmo tempo.
Tecnicamente, são telas de gesto rápido e decisão ousada. Não há lugar para timidez: cada pincelada precisa acompanhar o ritmo. O risco do exagero é real — e é justamente o que dá vida à série.
São obras feitas para ambientes que querem respirar otimismo. Penduradas numa parede, continuam dançando.
